A pesquisa na forma de monografias e artigo científico sobre o conhecimento científico é uma constante na área de Filosofia e História. Na primeira metade do século XVIII, produz-se a primeira revolução industrial; produto da máquina a vapor. As indústrias têxteis demandavam melhor produção de energia. A revolução industrial provocou uma revolução na ciência.
Na revolução industrial, a técnica precede a ciência, produzindo-se uma interação. Na França, por necessidade bélica para sua sobrevivência, funda-se um centro técnico para que cientistas e técnicos desenvolvessem produtos úteis, sendo este aspecto um excelente fator para o problema de pesquisa para uma monografia.
A primeira revolução científico-técnica se dá com Carnot, o inventor da termodinâmica. As características da revolução são: a máquina a vapor, o aço, a química, o petróleo, a técnica do frio para a conservação.
Começa a produção maquinista e mecanista, a divisão do trabalho, deixando-se de lado o artesão, sendo que as fábricas, ou indústrias, passam a ser as unidades produtivas. Tal aspecto é de essencial tratamento em uma monografia de História ou um Tcc sobre esta temática O consumo é estandardizado (na segunda revolução), prevalecendo a agricultura. O Estado se converte em um estado gendarme; tem que vigiar que tudo se vá homogeneizando.
A ciência ocidental prescinde de todas as características mencionadas. Na primeira metade do século XIX surge neste processo de crescimento novas potências (como os EUA e a Rússia). Pela primeira vez na história se dá como algo sistemático a relação entre ciência e técnica.
Por exemplo, a empresa alemã Bayer contratou técnicos para que pesquisassem a coloração para a superação dos têxteis, e dessa forma competir com os britânicos (sendo este o primeiro laboratório científico conhecido da Idade Contemporânea).
A ciência está vinculada ao aparelho produtivo, sendo a pesquisa científica bastante cara. A partir desse ponto, a Inglaterra começa a perder seu poder hegemônico. Aqueles que dominam o mercado são aqueles que podem investir em pesquisa.
Com a linha de produção, o indivíduo é despojado de seu conhecimento, o saber estava contido em todo o circuito de produção, dominado por alguns poucos indivíduos ou no máximo grupos. Começa a indústria pesada, o transporte com a siderurgia. Começam os primeiros movimentos operários na Inglaterra; surgiendo a sindicalização dos mesmos.
A educação passa a ser generalizada. De Estado Gendarme, passa-se a Estado Benfeitor da cultura e da pesquisa. A ciência e a técnica já fazem parte de uma mesma maquinaria. A técnica em produção passa, paulatinamente a se converter em tecnologia.
A segunda revolução industrial se caracterizou pelo domínio da eletricidade e pelo desenvolvimento da química.
Início da terceira revolução industrial: a área de pesquisa e desenvolvimento começa no projeto Manhattan, nos Estados Unidos; demonstrando-se como funciona a área de ciência, pesquisa aplicada e desenvolvimento.
No final dos anos 60 e 70 do século XX, D. Laprice elaborou um índice da ciência, ao tentar medir a explicação do desenvolvimento científico através de números. A partir do das publicações de artigo científico se mede o trabalho acadêmico e de investigação; 80% dos que faziam ciência estavam vivos. O que não publica perece.
Nas década de 40, 50, 60, o Ocidente é fundamental no qualitativo e quantitativo da investigação. Na década de 80, esta situação muda, havendo uma dinâmica científica e tecnológica, já que as descobertas se fazem de forma sistemática.
A terceira revolução industrial se caracteriza pelo avanço tecnológico:
- a robótica, implantação de processos pragmáticos em sistemas produtivos, o uso do “robô”;
- a microeletrônica, transformação do uso e da informação;
- a engenharia genética, modificando o comportamento dos seres vivos;
- novos materiais, utilização do petróleo e fibras artificiais.
O investimento na cibernética em geral, faz com que tenda a desaparecer a linha fordista (as fábricas estavam programadas ou destinadas a produzir tanta quantidade de um verdadeiro produto); porque já se pode reprogramar para mudar a quantidade em sua produção e a especialização dos produtos da linha, de forma a ampliar, revolucionando, o conceito de mercado consumidor.
