21/10/2014
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Pautas para a Educação da Geração Z

A geração Z, a atual e que conta com aqueles nascidos desde meados da década de 90 até hoje, altamente impactada e imersa no mundo virtual, apresenta uma notável resistência para o modelo educacional contemporâneo, crise já visualizada com a geração anterior, a denominada Y.

A escola simplesmente não possui os estímulos suficientes para estes indivíduos, que demandam uma paradigmática modificação de suas necessidades.

Há uma realidade claramente apreciável, atualmente, que se propõe no Sistema Educativo: os alunos têm outros interesses que as crianças de épocas passadas, apresentando diversas demandas, como por exemplo:

Pedem à escola que lhes proporcione conteúdos que estejam conectados com o diário viver e que os motive para aprender com entusiasmo, já que a monotonia da rotina escolar lhes provoca uma sensação tediosa. Assim, o aluno Z requer determinadas pautas para poder encarar com resultados positivos seu processo de aprendizagem, e as mesmas são oferecidas pela disciplina da Pedagogia Holística, apresentada pela primeira vez em uma dupla de monografias publicadas pela USP em 2001, a qual traça certos delineamentos que devem ser observados  muito detalhadamente e são os que se explicitam a seguir:

  • Estimular o desenvolvimento do potencial criativo interno que já leva consigo o aluno Z, pela própria complexidade ambiental virtual a que ele nasceu exposto, já que este último precisa constantemente realizar atividades que lhe dêem a chance de criar e construir, pois é um inventor inato.
  • Promover, mediante as atividades escolares pertinentes, o exercício da faculdade de reflexão e análise, para aportar a desentranhar as causas de cada fenômeno (tendo em conta que o aluno atual demonstra interesse em pesquisar sobre as relações causais dos acontecimentos, fenômenos, situações, etc.).
  • Oferecer conteúdos de ensino que estejam coligados ao conhecimento profundo a respeito de diversas tradições e filosofias, podendo explorar cada uma das quais, sem tomar partido por nenhuma em particular, senão com o objetivo de nutrir-se de cada fonte para construir um conhecimento integral. A criança da geração Z indaga em cada tradição, tomando o melhor de cada uma delas, é eclética, pois de cada filosofia integra conhecimentos, sabe tomar de cada fonte o saber que requer. Uma dissertação de mestrado, publicado em 2004 pela mesma instituição, que tinha como meta o estudo da religiosidade da geração hodierna caracterizou uma profunda característica de amplitude e discussão, sendo bastante reácios em adotar sem discutir as religiões da família, algo profundamente novo.
  • Promover atividades escolares que possibilitem ao aluno da geração Z agudizar e refinar formas de conhecimento mediante a intuição e a percepção (tendo presente que este ser capta o conhecimento desde o senso-perceptivo, já que tem mais desenvolvida esta maneira de introjetar saberes, bem mais do que a captação pela via do intelecto, e isso não implica que descarte o saber intelectual, senão que sabe integrar o pensamento com as emoções, podendo conseguir um genuíno equilíbrio).
  • Promover mecanismos de auto-avaliação, que permitam ao aluno realizar uma introspecção profunda sobre seu desempenho acadêmico, para que sua própria voz interior lhe marque o rumo a seguir, além de todo direcionamento externo, que é válido, obviamente, e não se descarta.
  • Fomentar no indivíduo a necessidade de procurar o conhecimento explorando e experimentando, evitando a aprendizagem memorística e por repetição mecânica (o aluno atualmente aprende pelo método experimental, podendo provar teorias, vendo suas implicações práticas, pois precisa explorar, e portanto experimentar, constantemente, para depois construir suas próprias conclusões de maneira autônoma, sem necessidade de receber uma conclusão pré-fabricada, pois ele é capaz por si mesmo de raciocinar).
  • Estimular constantemente o aluno para que seja responsável e autônomo em seu processo de aprendizagem, para que saiba desenhar seu próprio trajeto ao longo do mesmo, sem imposições verticalistas por parte do professor
  • Estimular os alunos para que desenvolvam atividades solidárias fora do horário habitual da jornada escolar, de modo tal que possam desenvolver seu sentimento de compaixão e ajuda para seus semelhantes.

Ademais, há outras pautas, que ainda poderão ser enriquecidas pela pesquisa na forma de monografias de Pedagogia, não menos importantes do que as oferecidas a conhecer anteriormente:

  • Contar com um Sistema Educativo que ofereça grupos reduzidos, porque o indivíduo da geração Z, muitas vezes, não se sente cômodo trabalhando em grupos numerosos. Assim, demanda-se um Sistema Educacional que respeite seu ritmo natural de aprendizagem. Isto significa que o sistema de Educação não deve impor ao aluno atual um ritmo de aprendizagem que exceda a seu próprio ritmo natural e pessoal, senão basicamente que não deve passar-se acima dos ritmos individuais, senão, pelo contrário, acompanhá-los.
  • Dispor nas escolas de “espaços de áreas verdes na medida do possível”, já que o aluno deve construir e desfrutar do amor e do contato com a Natureza, porque lhe permitem uma conexão profunda com o mundo que o cerca e suas novas necessidades ambientais.

E agora, vale comparar com as pautas expostas acima e as escolas que oferecemos hoje para esta nova geração: temos ou não que gerar uma modificação radical no sistema pedagógico fornecido?

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